AMADA AMANTE DOS VERSOS
Sou borboleta, sou metamorfose; sou quase perfeita... sou osmose. Sou Madalena de Jesus.
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MINHA ORAÇÃO AO REZAR A SUA ORAÇÃO DA MEIA NOITE

Encharcada na noite, banhada de chuvas e ventos
Terras devastadas, pais e país mortos... órfãos os rebentos
Nada de sonhos só uma agonizante e insuportável realidade!
Entre escombros, almas que almejam ainda alguma oportunidade,
Vidas que não se vendem por brazões de prata ou bezerros de ouro.
Porque acreditam que Deus ainda virá e entregará o melhor tesouro
Em meio a desolação, nada brilha, dor, tremor, treva, escuridão
A crença da paz entre as nações, garante a esperança de reconstrução
Sem a centelha de nenhuma estrela, bate forte um judiado coração
que soluçante clama aos céus pelo pacto de Deus para com os hebreus,
de que eleito iria desfrutar da terra prometida junto aos seus.
 Que cumpra-se, a promessa bendita , diante de tanta desdita!

Madalena de Jesus
 
Oração da Meia-Noite
                            
Na escuridão da noite, o vento derrama
baldes de chuva no rosto da aldeia;
A pobre terra, afundada em lama,
salpicos e repouso, descansa.
As ruas calaram-se, apenas se ouve
o crepitar do cair da chuva.
Em redor, as casas humildes
projectam-se, aqui e ali, da escuridão.
Como órfãos que boa gente esqueceu
de vestir antes do soprar dos ventos frios,
as barracas de telhados nus
agacham-se procurando abrigo.
Será que sonhos medonhos inquietam o seu descanso?
Será que visões abomináveis se colam em seu redor?
Erguendo os punhos no ar,
parecem tremer e protestar.
Os pingos de chuva escorrem nas paredes
e com o som de choro enchem os ouvidos,
os telhados encharcados balançam, soltos.
A pequena aldeia cobre-se de lágrimas.
Nem uma estrela penetra a escuridão,
densa, suspensa sobre nós,
uma janela apenas revela uma centelha:
Um judeu acordou para orar à meia-noite.

Chaim Nachman Bialik (Rússia, 1873-1934)
 


Judaísmo é a religião do povo judeu e a mais antiga tradição religiosa monoteísta. Existem 14 milhões de judeus no mundo todo, e a maior parte deles mora atualmente nos Estados Unidos.

O judaísmo é uma tradição matriarcal, o que portanto determina que um filho de mãe judia também será judeu.

O judeu é definido como um membro da tribo de Judá e um israelita, e também são chamados de "povo escolhido de Deus". A tradição judaica entende que todos o povo judeu é descendente direto dos primeiros judeus, que seriam Abraão, Isaac e Jacó. Os judeus são definidos hoje enquanto um grupo etno-religioso.

O judaísmo segue os ensinamentos da Torá e da Bíblia Hebraica, que correspondem ao Velho Testamento da Bíblia Cristã. Os cinco primeiros livros, a que os judeus dão o nome de Torá, teriam sido escritos por Deus e não devem ser nunca modificados. No cristianismo correspondem aos livros do Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

A tradição e filosofia judaicas são transmitidas por meio do Talmude, livro que reúne as leis judaicas na forma de histórias e comentários.

A crença judaica está dividida em diferentes linhas de tradição religiosa, sendo elas o Judaísmo Ortodoxo, o Judaísmo Conservador, o Judaísmo Reformista, o Judaísmo Reconstrucionista e o Judaísmo Humanista. Diferem entre elas, basicamente, as formas de ler a Torá e a interpretação das leis judaicas.

Em resumo, o Judaísmo está baseado em três pilares de fé e serviço a Deus, representados pelas seguintes três palavras em hebraico:

Teshuvá, que pode ser entendido como arrependimento e retorno às origens puras e boas quando se comete algum erro.
Tefilá, que significa prece e a ligação com Deus.
Tsedacá, que pode ser traduzido por caridade mas no sentido de justiça, de doar aquilo que Deus confiou a si para que entregasse aos outros.

O Deus é único e não possui imagem ou corpo. É a única entidade a ser louvada, sendo a autoridade máxima do universo. Deus apenas se comunica com o seu povo por meio dos profetas, como foi Moisés.

Todas as ações que um indivíduo toma são notadas por Deus, que pune ou recompensa dependendo da índole da ação.

Uma das características do povo judeu é o sentimento de comunidade criado em torno não só da religião, mas enquanto uma cultura. 

Origem do Judaísmo

A tradição conta que o judaísmo surgiu no ano de 2.000 a.C. e seu fundador é Abraão, o primeiro patriarca do povo de Israel e também intitulado o primeiro judeu.

Consta na Torá que Deus chamou Abraão e ordenou que este liderasse seu povo em direção à Canaã, a terra prometida. Canaã é atualmente o território da Palestina.

Se Abraão cumprisse sua promessa, Deus tornaria toda a sua descendência a grande nação na terra prometida. De acordo com as tradições judaicas, esta foi a primeira aliança feita entre Deus e o povo judeu.

Anos mais tarde, a fome assola o território de Canaã, levando os judeus para o Egito em busca de terras mais férteis. Lá eles são escravizados por centenas de anos, até que o profeta Moisés, em XII a.C., recebe instruções de Deus para libertá-los e levá-los de volta à terra prometida, em um movimento que ficou conhecido historicamente como Êxodo. É durante este período que ocorrem os famosos episódios da entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai e da abertura do Mar Vermelho.

A volta à Canaã fez do povo judeu uma nação poderosa no Oriente Médio durante o reinado de seus primeiros soberanos: Saul, Davi e Salomão. Mas outras forças no Oriente, como os Assírios e os Babilônios, ganharam mais poder e acabaram ocupando o território, o que dá início à Diáspora, que foi a dispersão do povo judeu para diversas outras nações.

Os Judeus só voltariam à região do oriente médio depois da Segunda Guerra Mundial, com a criação do Estado de Israel, que divide com os palestinos o território que na antiguidade fora conhecido como a terra prometida.

Símbolos do Judaísmo

O judaísmo não idolatra imagens, e portanto existem poucos símbolos de sua religião. O maior símbolo, que é um sinal de reconhecimento do povo judaico em todo o mundo, é a Estrela de Davi. Uma estrela formada por dois triângulos sobrepostos, com seis pontas.

Durante a segunda guerra mundial e o episódio do Holocausto, a Estrela de Davi era utilizada em faixas nos braços dos prisioneiros judeus para diferenciá-los nos campos de concentração.

Outro símbolo do judaísmo é o menorá, o candelabro de sete braços utilizados nas cerimônias e rituais.

Um dos principais rituais do povo judeu é o Bar Mitzvah, que é a iniciação do menino na vida adulta, por volta dos 12 anos de idade. Para as meninas, o nome do ritual é Bat Mitzvah.

Os homens judeus ainda passam pelo ritual da circuncisão, aos 08 dias de vida.

Nas cerimônias, os homens também usam uma espécie de touca, chamada de kippa, em demonstração de respeito ao criador.

O templo judaico é chamado de sinagoga, e quem orienta os trabalhos religiosos, ou seja o sacerdote, é o rabino.

O shabat, ou sabá, é o dia de descanso judeu. Um período de gratidão e contemplação em que não se deve trabalhar, e começa no por do sol de sexta-feira e acaba no anoitecer de sábado.

As festas judaicas têm datas móveis e seguem o calendário solar. As principais são:

Pessach (Páscoa) em que comemora-se a libertação do povo judeu do Egito
Rosh Hashaná que é o ano-novo judaico
Yom Kipur, o dia do perdão.
Chanucá que marca o fim do domínio dos Assírios sobre a terra prometida aos Judeus e a restauração do templo de Jerusalém.
Simchat Torá que representa o dia em que Deus entregou os Dez Mandamentos a Moisés.
Judaísmo da Unidade

O Judaísmo da Unidade acredita na vinda do messias Yeshua, mas que este não seria a mesma figura de Jesus Cristo tal qual os romanos propagaram depois. Para o Judaísmo da Unidade também não existe uma trindade divina, e só em um Deus eterno, sem corpo e indivisível.

Judaísmo Nazareno

O Judaísmo Nazareno vem dos primeiros discípulos de Yeshua, ou Jesus, que eram chamados nazarenos pelos hebreus. Seria a crença propagada depois da chegada de Jesus enquanto messias do povo judaico.

Judaísmo Messiânico

O Judaísmo Messiânico é uma corrente judaica que reconhece a figura de Jesus, chamado de Yeshua em hebraico, como o messias prometido por Deus.

Seus seguidores defendem que o Judaísmo Messiânico não provém do cristianismo, e nem do judaísmo tradicional pregado nos dias de hoje, e que seria portanto anterior a todos eles. A prática religiosa advém dos judeus seguidores de Jesus, já que este mesmo era judeu.

Judaísmo no Brasil

A comunidade judaica brasileira é a segunda maior da América Latina, ficando atrás apenas da Argentina em número de membros.

O Judaísmo no Brasil começou ainda durante o período colonial, em que judeus portugueses imigravam para fugir da inquisição na Península Ibérica.

No século XVII houve um grande grupo de judeus que se estabeleceu no Nordeste brasileiro, especialmente em Recife, encontrando liberdade de culto durante o período de ocupação holandesa no território.

A Independência do Brasil garantiu a tolerância a outros cultos que não o catolicismo, e mais grupos judeus migraram para Belém, no Norte do país, e para o Rio de Janeiro.

E com a Proclamação da República, a separação do Estado e da Igreja e a liberdade religiosa, mais imigrantes se estabeleceram no país, principalmente na região do Rio Grande do Su, assim como ocupando grandes centros urbanos como São Paulo.

Judaísmo e Cristianismo

As práticas religiosas do Judaísmo e Cristianismo apresentam diversas semelhanças, como a crença no mesmo Deus. Mas a grande diferença reside na crença em Jesus Cristo, o que também vai variar conforme a corrente judaica.

Os judeus seguem os dez mandamentos, os mesmos do cristianismo que foram entregues por Deus à Moisés no Monte Sinai.

O judaísmo não divide com os cristãos a crença no pecado original, ou seja, que todos pagamos pelo pecado cometido por Adão e Eva e que os fez deixar o paraíso.

O cristianismo segue prioritariamente o que está pregado no Novo Testamento da Bíblia Cristã, enquantos os Judeus consideram apenas os textos antigos, a Torá, enquanto base para a sua fé e práticas.
 


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Madalena de Jesus
Enviado por Madalena de Jesus em 20/12/2017

Música: Música Hindu infantil - Mera Jahan - Sartak Taare Zameen

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